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Wallace crava adeus com bronze e lembra Tóquio: “Ficou machucado”

Oposto foi o melhor jogador na conquista da medalha no Mundial e garantiu que não vai a Paris

A primeira convocação para a seleção brasileira foi em 2010. Desde então, Wallace sempre esteve comprometido com a camisa verde e amarela. Foram inúmeros títulos pelo Brasil, mas a maior prova dessa relação aconteceu no último mês de julho, quando já aposentado da equipe se colocou à disposição para ajudar no Mundial que estava por vir. O oposto retornou ao time e neste domingo foi peça fundamental na conquista da medalha de bronze inédita. O jogador, no entanto, não pretende continuar no elenco. A contribuição agora será com torcida e aplausos.

– Esse jogo valia muito para mim. Foi dolorido ter perdido aquela medalha de bronze nas Olimpíadas, eu não ia sair daqui sem esse bronze. Coloquei tudo dentro de quadra, tudo o que eu tinha, me doei ao máximo. Foi legal jogar com esses meninos mais novos, agora é desejar boa sorte para eles – disse Wallace.

Wallace foi o maior pontuador da partida que garantiu o bronze para o Brasil — Foto: Divulgação

Wallace foi o maior pontuador da partida que garantiu o bronze para o Brasil — Foto: Divulgação

O oposto participou de todos os ciclos da seleção brasileira desde a primeira convocação. Conquistou a medalha de ouro nos Jogos do Rio em 2016, a prata nos Jogos de Londres 2012, também tem duas medalhas de prata nos mundiais de 2014 e 2018, além do título da Liga das Nações de 2021. Após as Olimpíadas de Tóquio, quando o Brasil perdeu para a Argentina e ficou na quarta colocação, ele se aposentou da camisa verde e amarela. Mas ao saber que Alan havia rompido o tendão de Aquiles na preparação para o Mundial, ele se colocou à disposição e retornou à equipe.

Wallace chegou na seleção e deu cara nova ao time. Com sua característica peculiar no ataque, fez com que a desconfiança na equipe de Renan Dal Zotto deixasse de existir. Aos poucos, os resultados polêmicos da temporada e a eliminação precoce na Liga das Nações foram esquecidos, e o Brasil avançou invicto à semifinal. A derrota dolorida para a Polônia fez lembrar o trauma de Tóquio. Com o histórico ruim em jogos de terceiro lugar, Wallace contou que entrou em quadra certo de que não perderia a medalha.

– Aquela derrota ficou muito machucada na gente, mas o time não baixou a guarda mesmo quando perdeu o set. A gente teve foco, teve raça. A gente merecia demais essa medalha.

Com a sensação de dever cumprido, o jogador de 35 anos não pretende seguir com a seleção brasileira até as Olimpíadas de Paris 2024. Ele vai retomar à aposentadoria da equipe, mas seguirá na torcida pelos amigos. Wallace lembrou que em breve Alan estará de volta às quadras e que, além dele, outros nomes estão ganhando experiência.

– Eu vou estar com 37 anos em Paris, quero estar assistindo pela televisão. Torcendo. Alan daqui a pouco vai estar de volta, vai estar bem. Tem o irmão dele também, o Darlan, ainda tem o Felipe Roque… o Brasil vai estar bem servido de opostos. Não vão precisar de mim!

Fonte: GE

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