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Violência impede futebol brasileiro de avançar

Casos são frequentes e assustam investidores, jogadores e boa parte do público

O momento favorável aos clubes brasileiros, com a criação das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), a possibilidade real de se juntarem numa liga e a valorização das competições nacionais, pode esbarrar num único ponto: a violência promovida por torcedores. Os casos se repetem com frequência e não há medidas que consigam impedir esse espetáculo de horror que é visto dentro e fora de estádios.

A paralisação de Sport x Vasco nesse domingo, na Ilha do Retiro, pela Série B, por causa da invasão de torcedores em campo, e a ação idêntica da torcida do Ceará no jogo da Série A com o Cuiabá, no Castelão, no mesmo dia, o que também provocou o fim da partida antes do tempo regulamentar, são apenas mais dois exemplos de uma pandemia de violência que tenta se perpetuar no futebol do Brasil.

Houve resposta rápida da CBF, cobrando punição severa do tribunal de justiça desportiva. Mas, como de praxe, quando a temperatura baixar, Sport e Ceará, clubes que não escaparão de penalidades, devem conseguir atenuantes e reduzir o estrago do impacto inicial causado pelos incidentes nos respectivos estádios em que eram mandantes. Tudo portanto seguirá sem muitas novidades.

Vai ser assim até o próximo grande distúrbio, com alarde da imprensa, o receio de investidores e a indignação de jogadores, treinadores, demais torcedores e de alguns poucos dirigentes – estes sim, os vilões dessa história, pois alimentam essas facções com migalhas e facilidades, em troca de suporte político no clube ou para campanhas a cargos do legislativo ou do executivo.

Fonte: Terra

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