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Presidente da FPF avalia o futebol paraense com dois anos de pandemia: ‘Maior segurança’

Com o fim da temporada de 2021, a Federação Paraense de Futebol (FPF) já faz o balanço de dois anos de competições em meio à pandemia do novo coronavírus. Em entrevista, o presidente da entidade, Adélcio Torres, avaliou o período e as dificuldades que a federação teve.

O mandatário falou da grande dificuldade financeira que a FPF teve sem a arrecadação de recursos por conta da covid-19. “A pandemia da covid-19 criou enorme dificuldades para que pudéssemos concretizar as competições e o custeio da FPF, inclusive mantendo os empregos dos trabalhadores do futebol. Por exemplo, o Campeonato Paraense, assim como qualquer outro campeonato profissional de futebol, sobrevive das receitas dos jogos, tanto para os clubes se manterem quanto para a Federação realizar os jogos com as fiscalizações e controles. Sem torcida, foi muito complicado fazer futebol. As competições amadoras estavam suspensas por determinação das autoridades sanitárias e governamentais, mas essas competições também são mantidas com o que é arrecado nas cotas da FPF com o futebol profissional.  Nosso Estado tem dimensões continentais, porisso, a logística de transporte e de hospedagem e alimentação é extremamente onerosa. Foi complicado, durante as últimas duas temporadas realizar nossos campeonatos, e, não fosse uma gestão eficiente e cautelosa, de toda a equipe, e, se não contássemos com o apoio e patrocínio do Governo do Estado, teríamos ainda mais dificuldades”, explicou.

Porém, mesmo com as dificuldades financeiras e de logística, Adélcio destaca que nenhuma competição deixou de ser realizada nos últimos dois anos. “Todos os campeonatos estaduais do Brasil foram suspensos, bem como as competições nacionais, durante a fase agressiva da Pandemia em 2020. Alguns foram, inclusive, precocemente encerrados ou receberam mudanças em seus formatos, em virtude da dificuldade de realização durante a pandemia, que deixou a todos sem recurso. Aqui no Pará, graças a Deus, e ao apoio decisivo do Governador Helder Barbalho e de outros grandes parceiros, conseguimos concluir as competições”, disse,

Adélcio ainda ressalta a realização do Campeonato Paraense feminino, com participação de muitos clubes do estado. “Como eu disse, conseguimos realizar, com muita cautela e controle, o Campeonato Paraense Feminino em 2020, mediante autorização especial. Este ano de 2021 com a adoção das vacinas, voltamos com forca total, e com 21 cubes disputando a competição, o que torna o Campeonato Paraense SEEL Feminino de 2021 o maior do Brasil. Isso é motivo de orgulho para todos nós, FPF, clubes e torcida”.

O mandatário ainda afirma que o Parazão de 2022 será maior ainda com o retorno do público. “Esperamos que o próximo ano seja um ano de reconstrução e renascimento do futebol paraense, principalmente com o retorno do público aos estádios. Essa será a grande novidade em 2022, e, com isso, planejamos fazer grandes competições pois, com o avanço da vacinação e com a flexibilização das regras de saúde, possamos finalmente voltar a realidade. Estamos planejando um ano grandioso de competições com muitas novidades, como aquelas que já aconteceram no Congresso Técnico da Primeira Divisão, transmitido ao vivo para todo o Estado do Pará pela TV Cultura, nossa grande parceira de transmissão dos jogos. As outras competições também terão grandes novidades, inclusive no Interior do Estado, com disputas entre as Ligas. 2022 será, sem dúvida, um grande ano”.

 

(ROMANEWS)

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