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Cruzeiro abre portas da Série A e vive noite de festa e alívio com Mineirão lotado

Time e torcida vivem sintonia habitual e curtem festa merecida pelo que foi construído no ano

Cruzeiro ainda não está matematicamente na Série A, mas, moralmente, cravou os dois pés de volta à elite. E isso já há algumas rodadas. Mas a vitória por 1 a 0 sobre o Operário, nessa quinta-feira, foi o jogo que marcou o grito e o choro de alívio do torcedor, que cantou a plenos pulmões: “Voltei”.

A essa altura do campeonato, o torcedor não se importa mais com o rendimento em campo. O Cruzeiro não brilhou contra o Operário, viu o jogo se amarrar em vários momentos, mas colocou a bola na rede com Edu e somou três pontos na tabela. Com 62 pontos, até uma tragédia teria dificuldades para tirar o Cruzeiro da Série A 2023.

O Mineirão pulsou antes mesmo do apito inicial. Com pouco mais de 52 mil pessoas nas arquibancadas, o clima era de final, decisão. Como o time do Cruzeiro – e também a torcida – encarou cada rodada dessa Série B. Pressiona arbitragem, vaia adversário, vibra com cada bola retomada pelo time de Paulo Pezzolano.

Luvannor festeja a vitória do Cruzeiro sobre o Operário — Foto: Fernando Moreno/AGIF

Luvannor festeja a vitória do Cruzeiro sobre o Operário — Foto: Fernando Moreno/AGIF

 

E foi assim que o Cruzeiro construiu a sua 18ª vitória em 29 jogos no torneio. Coletivamente, cometeu alguns erros defensivos, foi previsível em muitos momentos no setor ofensivo. Contou com Rafael Cabral, pelo menos em dois momentos, para não ser vazado. A trave também ajudou. Muitas vezes foi ansioso, e cometeu erros em excesso por isso.

Foi mais um jogo em que deu tudo certo para a construção da vitória. O Cruzeiro talvez não seja um time que jogue bonito, como disse Renato Gaúcho. Beleza é relativo, ainda mais no futebol. Mas o time de Pezzolano é organizado, eficiente e mortal, por isso venceu tantos jogos onde não esteve tão bem. E assim foi nessa quinta-feira. O torcedor merecia o resultado.

Ainda que o discurso de Paulo Pezzolano, dos gestores e dos jogadores seja de que ainda é preciso aguardar a confirmação matemática, o cenário pedia por uma festa como a que ocorreu no Mineirão. Festa do alívio.

A sintonia de campo e arquibancada, que ocorreu em todo o ano, foi ainda mais forte. Estava no ar o sentimento de alívio de quem trabalha no clube e também dos torcedores. Os funcionários, por toda a pressão que enfrentam desde o primeiro dia de trabalho; e os torcedores, pelo que vivem desde 2019, com o medo de iminente falência do clube. Não fechou as portas, e agora abriu de volta aquelas da Série A.

Ainda que não matematicamente, foi, sim, o dia da glória do Cruzeiro. Como o torcedor sonha em que tantos outros pela frente voltem a ser. O primeiro passo para isso foi dado.

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