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Nem lutaria mais

Patricio revela conversa com Gabriel Braga: “Nem lutaria mais se estivesse no lugar dele”

Brasileiros lutariam na PFL, mas Gabriel não conseguiu se apresentar cinco semanas após assassinato do pai Diego: "Treinamos na Team Nogueira e vi Gabriel chegar criança", diz Pitbull

Há males que vem para o bem. Isso pode resumir o que Patricio Pitbull viveu recentemente na Arábia Saudita. O campeão peso-pena (até 65,8kg) do Bellator enfrentaria Gabriel Braga no card “PFL x Bellator: Campeões”, no último dia 24 de fevereiro, mas o compatriota não conseguiu fazer a luta cinco semanas após o assassinato do pai e treinador Diego Braga. Patricio, que havia aceitado o duelo após perder seu adversário original, acabou por comemorar não ter que lutar com alguém com quem tinha uma história de proximidade.

Patricio foi escalado para enfrentar o campeão dos penas da PFL Jesus Pinedo, mas o peruano se machucou e saiu da luta. O brasileiro só descobriu isso ao desembarcar em Riad. Gabriel Braga foi anunciado numa luta com Aaron Pico no mesmo evento no dia seguinte após perder o pai. Mesmo tendo ido até a Arábia Saudita, onde a PFL entendeu que ele deveria substituir Pinedo contra Patricio, Gabriel não conseguiu seguir adiante.

– Quando cheguei na Arábia Saudita não sabia que Pinedo estava machucado. Parece que a organização sabia, mas estava tentando achar uma saída e chegar para mim com algo concreto. E esse algo concreto seria Gabriel. Posteriormente, fiquei sabendo que Gabriel chegou na Arábia Saudita dizendo que não lutaria contra Pico, porque estava afetado emocionalmente, algo que a gente consegue entender. Acho que eu nem lutaria mais na minha vida se estivesse no lugar dele, mas o moleque é guerreiro, conseguiu fazer o camp, aceitou a luta, viajou, mas quando chegou sentiu mais falta ainda do pai. Totalmente dá para entender essa situação. Foi uma confusão. A gente se preparou para Pinedo e de repente trocou para Braga e a gente teve que fazer uma rápida análise, e teve que se preparar pelo menos mentalmente para fazer essa luta. Não só pela estratégia, mas também por Diego Braga ter sido meu amigo, treinamos muitos anos na Team Nogueira, e vi Gabriel chegar ali criança. A gente teve um certo tipo de aproximação devido ao pai dele e ele gostava de me assistir treinar.

Patricio também explicou ao Combate.com o momento em que aceitou lutar com Gabriel, quando até gravou um vídeo lamentando o anúncio do confronto. Diante da importância do evento, que marcava a entrada do Bellator na PFL num card com lutas entre campeões, ele precisou “ligar o botão do profissional”.

– É muito difícil porque tem nosso lado pessoal, mas também tem o lado profissional. Aceitei a luta pelo lado profissional. O evento numa magnitude grandiosa, uma plataforma totalmente diferente do que já foi visto, na Arábia Saudita. Era o primeiro grande evento que os caras estavam fazendo lá, então meio que a gente tinha que ligar o botão do profissional e infelizmente fazer o combate. Essa foi a decisão que a gente tomou na hora. A gente também achava que tinha sido isso que tinha acontecido com a equipe de Gabriel, mas no final das contas era a organização tentando fazer um combate que já não iria acontecer desde o princípio.

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